domingo, 23 de novembro de 2008

Bond tudo de bom


Fui ver o mais recente filme de James Bond, Quantum of Solace. Eu sabia que seria difícil superar o primeiro da refilmagem, Cassino Royale, mas eu tinha de conferir. Já na abertura, a trilha sonora, idealizada por Alicia Keys e Jack Stripe, é legal mas não tem o impacto daquela criada por Chis Cornell para Cassino, assim como o tratamento visual. A história vai se desenrolando, com alguns furos, certamente. Afinal de contas, quem, em sã consciência, procuraria o suposto mandante de seu próprio assassinato? Pois foi o que a Bond Gir Olga Kurylenko fez. Em muitos aspectos ela fica atrás de nossa Juliana Paes, a brasileira que participou do processo de seleção para o papel. A direção me confundiu no início mas você se acostuma rapidamente com a câmera nervosa. Passa a ser um ponto forte do filme. A história em si é repleta de clichês, como, por exemplo, a América Latina ser retratada como uma região incapaz de se desenvolver sem o bedelho do primeiro-mundo. É tudo sujo, feio, opressor. A existência de algo bonito, ou de qualidade, ou que funcione é totalmente relacionada à presença dos "civilizados". Essa caracterização me incomodou profundamente. Achei que tínhamos superado esse complexo de patinho feio. Tudo bem que o Brasil está longe de ser um cisne, mas achei que idéias tão simplistas como primeiro/terceiro mundo, brancos/latinos, ditatura/democracia estivessem fora de moda. Principamente em um ano que um negro é eleito presidente do país mais poderoso do mundo. A história do filme resume-se à luta de Bond para desmascarar uma organização criminosa poderosa mundial que planeja manipular mercantilmente um país pobre e corrupto. Existem os dramas e questionamentos inerentes ao gênero mas fiquei com a sensação de que as bond girls de hoje não são como as de antigamente. Elas eram glamourosas, sedutoras, interessantes. Que saudade da Ursula Andrews...

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